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Principais Agentes do Ecossistema das Criptomoedas

Principais Agentes do Ecossistema das Criptomoedas
10 de novembro de 2020 Vinicius Chagas

Principais Agentes do Ecossistema das Criptomoedas

 

Na semana passada, o Bitcoin bateu o recorde da sua cotação em reais, ultrapassando os R$ 84.000,00 e com isso atingindo sua máxima histórica em Reais. No mês passado, o serviço de pagamentos, PayPal, anunciou que irá aceitar criptomoedas como forma de pagamento nas lojas da sua rede a partir do início de 2021 – o programa começará a operar nos Estados Unidos mas já foi anunciada a intenção de expansão para outros países. 

Essas demonstrações evidenciam o contínuo amadurecimento do ecossistema das criptomoedas, que continua a ganhar tração pouco a pouco. Apesar do avanço, esse mercado ainda está em franco desenvolvimento e expansão e oferece diversas oportunidades para empreendedores que queiram oferecer suas soluções ao mercado.

Contudo, para empreender em qualquer mercado, primeiro, é necessário conhecer seus principais agentes e sua forma de funcionamento, para, a partir disto, desenhar soluções que melhor atendam às suas dores. 

Por isso, vamos apresentar neste artigo os principais agentes empresariais do ecossistema das criptomoedas e como eles operam, sendo eles: (i) Mineradores, (ii) Carteiras, (iii) Exchanges, (iv) ATMs, (v) Block Explorers e (vi) fontes de dados.

 

Mineradores

O processo de mineração é, basicamente, a validação das transações em uma rede em blockchain seguido de competição para registrar dados sobre transações. Os mineradores são aqueles agentes que, voluntariamente, disponibilizam-se a fazer esse processo. 

Vale dizer que os mineradores não existem somente na rede Bitcoin, mas também na rede Ethereum, Bitcoin Cash, entre outras.

Falando especificamente dos mineradores da rede Bitcoin, eles passam por um verdadeiro processo de competição, (Proof of Work), que é o protocolo de consenso da rede. Essa competição, que exige bastante dispêndio de energia e força computacional, terá como vencedor aquele minerador que primeiro encontrar o Hash que tenha a quantidade de zeros determinada pelo protocolo.

O minerador vencedor será recompensado com duas coisas diferentes, (i) a coinbase – novos bitcoins que são criados em favor do minerador vencedor; e uma (ii) taxa por transação variável – remuneração recebida pelo minerador vencedor paga pelos usuários.

 

A quantidade de bitcoins que remuneram o Nó vencedor diminui ao longo do tempo, através do processo chamado de Halving, que diminui pela metade a coinbase.

A escolha do local de estabelecimento dos equipamentos que serão utilizados para mineração é importantíssimo e é baseado em 3 principais fatores:

  1. Acesso a eletricidade de baixo custo
  2. Conexão rápida e estável com a Internet
  3. Zonas de baixa temperatura

 

Carteiras (Wallets)

As carteiras são, em sentido amplo, instrumentos para  armazenagem de criptomoedas, que podem ser online ou físicos. Em sentido estrito, na realidade armazenam as chaves de acesso ao respectivo saldo em criptomoedas.

Os usuários de criptomoedas não necessariamente necessitam de uma carteira para armazenar suas reservas, no entanto, por questões de segurança muitos o fazem.

É importante dizer que um usuário que utiliza uma carteira deve ter muito cuidado com a sua chave privada, pois uma vez perdida, perde-se o acesso às criptomoedas ali armazenadas. 

 

Exchanges

As exchanges são as intermediárias do mercado, funcionam como uma espécie de corretora, realizando a ponte entre quem quer comprar e quem quer vender criptomoedas.

Então, são plataformas de negociação de criptomoedas que atendem às ordens de compra e venda dos usuários. Buscam oferecer um mercado para negociação de criptomoedas, com liquidez e formação justa de preços.

Esse setor, podemos dizer, é o mais “populoso” do ecossistema.

Um ponto importante na operação das Exchanges é a segurança da informação e da proteção às criptomoedas dos clientes ali custodiadas. Como, geralmente, esses agentes possuem um grande número de criptomoedas nos seus sistemas eles são grandes alvos de ataque hackers.

 

ATMs

São pontos físicos onde as pessoas possam trocar dinheiro por criptomoedas e vice-versa.  

Neste setor, uma grande questão é localizar onde existem ATMs para que os usuários possam realizar os saques/depósitos. Existem algumas empresas que fazem esse esforço de localização, como a Coin ATM Radar.

No Brasil e no mundo, de modo geral,  ainda não é comum achar ATMs de criptomoedas espalhados pelas cidades. 

Block Explorers

São instituições que criaram mecanismos de leitura do blockchain do Bitcoin e outros blockchains. 

Essas empresas acessam os dados do blockchain, mas não podem influenciar no seu conteúdo. 

Portanto, o valor desse agente é se tornar um canal para checagem de informações técnicas que estejam em um blockchain, por exemplo, se uma transação foi confirmada ou não; qual o saldo de uma carteira; quantas confirmações de bloco ocorreram, entre outras.

 

Fontes de dados confiáveis

Como o segmento de criptomoedas ainda está em evolução e consolidação, é natural que ainda seja um mercado com bastante ruído e informações duvidosas.

Por isso, despontam iniciativas que tem como escopo fornecer aos usuários do mercado, informações de qualidade sobre diversos assuntos.

Podemos citar como fontes de preços a Coinmarketcap, Biscoint, Cointimes; e como fonte de notícias a Coindesk, Cointelegraph, Cointimes, Blocknews.

 

Conclusão

Entender como funciona o ecossistema das criptomoedas e a operação básica dos seus principais agentes é o começo para transitar melhor pelas soluções e ser mais propositivo para o mercado. 

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